Com abordagem focada em como o mercado mudou, este tema mostra a nova realidade das empresas e traz como protagonista a transformação cultural.

A maturidade do mercado vem aumentado, seja pelo avanço exponencial da tecnologia ou pelo envelhecimento da população, fatores estes considerados como motores desta maturidade.

Nas palavras de Flávio Pripas, Corporate Venture Officer da Redpoint Eventures e ex-diretor do Itaú Cubo: “O mundo está mudando cada vez mais rápido. Os seres humanos são programados para entender a transformação cultural em uma curva linear, enquanto, o mundo está se transformando em uma curva exponencial.”

Não adianta brigar com o cenário que já foi estabelecido. Estão ocorrendo mudanças e transformações no mercado e a empresa que conseguir entender isto rapidamente terá melhores resultados. Se antes tínhamos medo da mudança, hoje entendemos que o risco de ficar parado é maior do que o risco da mudança.

O fato é que uma organização, cuja cultura não esteja alinhada com essas novas demandas de mercado, pode sentir os efeitos desta incongruência no caixa. É mandatória a adoção de uma cultura corporativa orientada e alinhada às transformações desse novo mundo em ebulição. Vale lembrar que não importa o tempo de existência da empresa ou o seu fôlego financeiro – o efeito da estagnação é irreversível, a menos que haja mudança no status quo. Alex Behring, sócio e fundador da 3G Capital, uma das principais empresas de private equity do Brasil, disse que: “As mudanças não apenas são inevitáveis, como irão melhorar a vida de quem se adaptar.”

Para demostrar que a evolução é um fator primordial para a performance empresarial, basta olharmos alguns exemplos. Em 1998, a Kodak tinha 170 mil funcionários e vendia 85% de todo o papel fotográfico consumido no mundo. Quem poderia dizer que três anos mais tarde ela deixaria de existir? E o que falar da Blockbuster, Varig, Sears e GE ou até mesmo a IBM – que por um instante, quase toma o mesmo caminho da Kodak? A resistência cultural à mudança, em geral, está no centro da questão.

Porém, nem todas as organizações conseguem conduzir com sucesso o processo de mudança cultural. Em virtude da rapidez com a qual o mundo corporativo está se transformando, surge a necessidade da urgência desta transformação. É neste momento em que a contratação de serviços de consultoria de gestão, com foco na transformação cultural, pode ser o elo entre a incerteza do presente e o futuro de sucesso da empresa.

Mesmo que a empresa possua um planejamento estratégico, sempre existirão barreiras e dificuldades em relação à mudança de cultura. A implantação desse processo tende a ser sabotada silenciosamente pelos membros da organização, problema que geralmente só é identificado quando analisado minuciosamente por empresas externas, como consultorias de gestão.

Uma das palavras de ordem da transformação cultural de uma empresa é colaboração. É fundamental o engajamento das pessoas antes, durante e depois do processo. A transformação cultural deve influenciar o sistema de crenças da organização e alinhá-lo à nova realidade.

Ao longo do tempo, tenho observado que o principal problema na condução dos trabalhos de consultoria de gestão é a interrupção do processo de transformação cultural, provocada pela busca de resultados instantâneos. Isto é extremamente arriscado, pois o foco deve ser a longevidade da empresa, pautado no médio e longo prazo.

“O custo de você estar errado é muito menor do que o custo de você não fazer nada.”
– Seth Godin

José Luiz Santos
Consultor em Gestão Empresarial e Desenvolvimento Humano